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Capitalismo Consciente e a importância das Empresas B



Capitalismo Consciente é um movimento global, originado nos Estados Unidos a partir de um estudo acadêmico, com o objetivo de reestruturar a forma de capitalismo atual, de uma maneira que não só o lucro seja o maior objetivo, mas também o bem estar social de toda empresa, dos colaboradores e do meio ambiente. Ainda em desenvolvimento em muitos países e empresas, o conceito do Capitalismo Consciente é uma forma de condução dos negócios que cria diferentes valores para todas as partes interessadas.


Thomas Eckschmidt, diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, fala que capitalismo consciente é mais do que um negócio: é uma prática que usa a força das empresas para servir ao desenvolvimento da humanidade como um todo. “Quatro princípios básicos norteiam uma empresa que pratica o Capitalismo Consciente: propósito, orientação para stakeholders, liderança e cultura conscientes. Esses princípios auxiliam empresas criando confiança e negócios saudáveis, perenes e resilientes.”, afirma Eckschmidt.


PROPÓSITO MAIOR: O propósito de uma empresa é a causa de sua existência e deve ser muito mais ampla do que apenas geração de lucro. Esse propósito deve servir de inspiração para funcionários, clientes e outras partes interessadas.

CULTURA CONSCIENTE: Cultura consciente é uma cultura de confiança, onde os valores, princípios e práticas são incorporados a todos os níveis da empresa e seus stakeholders. Há uma conexão entre todos para que a cultura da empresa perpetue.

LIDERANÇA CONSCIENTE: Os líderes são, por sua vez, responsáveis por servir ao propósito da organização, cuidando de colaboradores internos e externos, criando valor e uma cultura de confiança e cuidado, inspirando ações que contribuem para as melhorias da empresa.

ORIENTAÇÃO PARA STAKEHOLDERS: Um negócio deve gerar diferentes valores culturais para todas as partes interessadas, os chamados stakeholders.


As empresas que adotam esses conceitos mantêm seu foco na ideia de que todas as partes da empresa têm o mesmo valor: clientes, funcionários, fornecedores, investidores, acionistas, financiadores, comunidades e meio ambiente. De acordo com Eckschmidt “o Capitalismo Consciente serve para elevar a humanidade e gerar valor para todos os envolvidos, inclusive para a comunidade e para o meio ambiente. A prática melhora inclusive a autoestima das pessoas porque tem poder de inclusão e sentido de pertinência”, diz.



Mas, como adotar práticas que melhorem a relação entre empresa, colaboradores e meio ambiente?

Uma das formas é apostar na Economia Circular ao invés da Economia Linear, a mais praticada atualmente. Ela baseia-se em repensar a forma de desenhar, produzir e comercializar produtos, garantindo um maior uso e a recuperação eficaz dos recursos naturais em todas as fases do processo. Trata-se de um aperfeiçoamento do sistema econômico atual, visando um novo relacionamento com os recursos naturais e a sua utilização pela sociedade, aplicado ao Capitalismo Consciente. O sistema de economia circular baseia-se na inteligência da natureza.

Seguem alguns dados que mostram os estragos causados pelas práticas da economia linear:

  • 97% dos resíduos globais de alimentos são jogados em aterros sanitários;

  • 92% do tempo os carros das grandes metrópoles ficam estacionados;

  • 50% dos resíduos levados a aterro no Brasil vêm da construção civil;

  • 80% dos produtos são descartados nos primeiros seis meses da compra;

  • 40 bilhões de toneladas de lixo eletrônico são produzidos anualmente;

  • 14.965 milhões de toneladas de alimentos são desperdiçadas anualmente no Brasil;

A economia circular não é uma novidade no Brasil. Ser transparente com colaboradores internos, stakeholders e consumidores finais é um fator essencial, que deve ser cobrado. Muitas empresas tentam omitir informações a fim de se mostrarem como empresas conscientes e amigas do meio ambiente, mas seus processos de produção ainda abrigam muitas operações feitas de forma inadequada.


E quais são os desafios para se tornar uma Empresa B, adepta ao Capitalismo Consciente e praticante da Economia Circular?

Dados da CNI – Confederação Nacional da Indústria – de 2019 revelam que, no Brasil, 76% das empresas já desenvolvem alguma iniciativa de economia circular. Práticas como reúso de água, reciclagem de materiais e logística reversa são as principais implementações no país. A mesma pesquisa revela que mais de 88% dos empresários avaliam a economia circular como muito importante para a indústria brasileira.

As empresas estão como nunca questionando o antigo conceito de “sucesso econômico”. Lucro não está mais aliado só a dinheiro. Cresce, todos os dias, o número de negócios que desejam ser mais transparentes, conscientes e atuantes para melhorar a relação empresa e meio ambiente. As empresas que atingem esse nível de negócio podem trabalhar para certificarem-se junto ao Sistema B.




A Certificação como Empresa B não é apenas uma forma de reconhecer as qualidades de um produto ou serviço, ela se preocupa em acompanhar e medir fatores que vão além do desempenho econômico do negócio, levando em consideração, acima de tudo, o desempenho social e ambiental que a empresa gera no curso da sua operação. A análise é realizada em cinco áreas: Governança, Trabalhadores, Clientes, Comunidade e Meio Ambiente.


Becky, P&D da Biowash, afirma: “Encontrar o movimento B foi uma confirmação de que o que eu acreditava como práticas a adotar dentro e fora da empresa são válidas! Fazer parte deste movimento abriu portas para inúmeros aprendizados que procuramos colocar em prática, algo que nem sempre é fácil pois muitos paradigmas precisam ser mudados, mas vale muito a pena fazer parte desta mudança!”.


As Empresas B NÃO são perfeitas, mas assumem um compromisso de melhoria contínua diante da sociedade, colocando seu propósito de impacto no centro do seu modelo de negócio e buscando fazer do mundo um lugar melhor para se viver.

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